Educação Enfraquecida e Conflito de Narrativas, as Origens da Crise Financeira e Democrática no Brasil

 


Nas mídias digitais, é comum ver questionamentos, especialmente entre jovens e adultos, sobre a necessidade de estudar matemática em profundidade. Isso se deve ao argumento de que grande parte do conteúdo não é utilizado no dia a dia. No entanto, esse discurso parece mais uma narrativa conveniente para justificar a evasão do esforço que certas disciplinas demandam do que uma análise pedagógica. A lógica se repete entre adultos, demonstrando indulgência em relação aos seus subordinados. Como resultado, temos uma formação deficitária, caracterizada pela falta de responsabilidade financeira, que contribui para posicionar o Brasil entre os piores desempenhos educacionais entre os 81 países analisados pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA).

Simultaneamente, o país enfrenta uma acirrada disputa de narrativas que envolve raça, gênero, orientação sexual e movimentos identitários, como o feminismo. Nesse cenário, o sistema identificou formas de compensação por meio de políticas de cotas e assistência social. Entretanto, as consequências dessas decisões ultrapassam o debate ideológico e se manifestam no dia a dia da população: aumento do endividamento com agiotas e cartões de crédito, enfraquecimento das relações familiares e aceitação de lideranças políticas desonestas, mais focadas em interesses pessoais e familiares do que no bem comum do povo.

Essa configuração social e educacional tem gerado efeitos diretos na saúde financeira do país. Políticos irresponsáveis, tanto administrativa quanto emocionalmente, elevam os gastos públicos além da capacidade de arrecadação, frequentemente para atender a projetos de poder e vaidades pessoais. É habitual que estados e municípios peçam autorização legislativa para obter empréstimos, prometendo assim melhorias para a população. No entanto, as dívidas astronômicas que recairão sobre as gerações futuras permanecem.

Em um contexto mais abrangente, o Brasil está lidando com mais do que apenas uma guerra de narrativas. Além disso, há a crise na ética, honestidade, sabedoria administrativa e respeito aos direitos fundamentais da população, que se agrava pela fragilidade na supervisão das ações dos governantes.

Nesse contexto, o povo, que deveria ser o protagonista da democracia, acaba sendo apenas um coadjuvante. Sua participação ativa se restringe ao período eleitoral, momento em que assume brevemente o papel de eleitor ao escolher representantes, para posteriormente voltar ao papel de espectador das decisões que afetam diretamente seu futuro.

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